Nesse episódio ficou claro que essa será a temporada dos exageros. Sei, sei, essa é uma das características de True Blood. Mas a série começa a trilhar um caminho tortuoso que pode acabar tirando o charme do programa, que nasceu com cara de série cult. Em alguns momentos pensei estar assistindo a um filme de terror de quinta. Há quem goste, não é o meu caso.
Apesar dos deslizes, o episódio foi bom. A forma como Bill vem se submetendo a Russel e a Lorena é meio inexplicável. Quatro episódios nessa pendenga, já estou achando demais. A história envolvendo a submissão dos lobos para com o Russel ainda não foi bem justificada. O fato dele ser o fornecedor de V da alcateia não justificaria o fato dos lobos passarem por cima da eterna rivalidade entre eles.
Sookie na sua luta para encontrar Bill, mesmo tendo levado um fora dele, adotou um visual de perua de motoqueiro e encarou o bar dos lobos. Acabou presenciando o espetáculo protagonizado pelo Russel. Depois de consumirem o sangue dele, os lobos entraram numa espécie de transe e começaram a se transformar. Alertada por Alcide, Sookie saiu em disparada. Bill sentiu o perigo em torno de sua amada mas estava ocupado caçando para Russel e Lorena. Esse trecho lembrou um filme de terror de quinta, nada a ver com a série.
E o Eric? Finalmente a casa caiu e o Magistrado pediu explicações. Torturada, Pam teve um insight e soltou o nome de Bill como o responsável pela venda de V. Pesou, ainda, o fato dele estar sumido.
No mais, o episódio repetiu as evasivas dos anteriores: Sam enrolado com sua família biológica, Arlene atordoada pela gravidez de pai incerto e Tara, como sempre, encrencada.
Ficha Técnica
Escrito por: Kate Barnow & Elisabeth Finch
Direção: David Petrarca
Exibição(EUA): 11 de Julho de 2010

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